11/10/2010

ao som do mar...

em paz...

alma lavada, coração cada vez mais aberto. e a mente também. vontade de me jogar feito fosse no mar. mergulhar, ir fundo, e com tudo. prender a respiração, ficar sem ar. subir, respirar de novo. pra de novo perder a respiração. mais e mais outra vez. e de novo.

e tanto agora como ontem, e amanhã mais. bora pro mar.
ver estrelas na beira da praia. vento bom, cheiro da água, energia boa. em paz comigo e com a natureza, entender ser parte da criação de Deus e entrar em contato com ela.

provar de novo daquele beijo - no mar... aquele abraço e aquele sorriso que me comprou e me convenceu de que era isso mesmo.

me perder e novo, ao som do mar e a luz do ceu profundo.

tem gente

tem gente de quem eu gosto de graça. conheço, rolou maior química - um entrosamento fantástico. e é isso. aconteceu de eu gostar de você mesmo tendo te conhecido a 10 minutos atrás.

28/09/2010

!

eu queria um sorriso... e que ele fosse inteiramente meu.
queria também um olhar, e que ele fosse tão somente pra mim.
e que os olhos se perdessem, e se encontrando morassem dentro dos meus...

20/09/2010

e ponto.

tenho desejos maiores e sonhos intermináveis.

desejos impagáveis e olhares memoráveis que guardei na retina.

tenho a cor do beijo gravado na mente, e guardo o cheiro daquele beijo estampado no rosto.

eu trago a marca daquele adeus a ferro e fogo nas narinas, e trago as vidas de outra vida vividas à saga de um pobre menino de um sertão de sentimentos e sortimentos de sentidos...

09/09/2010

a gente daria muito certo


a gente podia dar certo. pensando bem, a gente daria muito certo.

eu iria adorar o seu jeito de sorrir, o jeito que você arruma seu cabelo, o jeito que você olha tanto pro lado quando está nervosa, ou mesmo apreensiva.

a gente daria muito certo.

a gente daria tão certo, que eu moraria aí e você moraria em mim. seríamos nossas próprias casas. não precisaríamos de teto. a gente mesmo iria tratar de se cobrir com tudo aquilo que fosse belo e suficiente pra nós dois. a gente daria um jeito.

a gente daria tão certo, que meus amigos seriam os seus. as suas coisas se acumulariam tanto lá em casa que já não haveria necessidade de você ir embora. de tanto que “teríamo-nos” nós dois, eu já não precisaria te ver todo dia, nem falar com você a todo momento. seu gosto já taria tão impregnado em mim, e sua voz ressoando tanto na minha cabeça, que mesmo ausente, eu poderia te sentir a quilômetros. isso com a gente dando certo.

de tão “certos”, a gente erraria a mão e acabaria brigando, mas a briga seria só desculpa pra gente se dar melhor ainda depois. a gente daria muito certo.

a gente daria tão certo, que você amaria as minhas canções. e das que você não gostasse, a gente iria dar risada delas. de certo que a gente daria tanto bem.

a gente daria tão certo, mas tão certo, que talvez seja melhor mesmo não nos conhecermos tão cedo, pra que tenhamos a chance de ir dando errado, pra gente se acabar quando se encontrar.

26/08/2010

do tanto que tudo de que sinto falta falta mais lá fora que aqui dentro

meus dias acordam sem cor.
levam algum tempo pra definir qual será a cor do dia. normalmente as primeiras conversas ou as coisas nas quais penso primeiro são que definem o tom das manhãs, tardes e noites...

claro que por vezes o meu dia adiquire novas coras enquanto ele corre, mas normalmente só vai mesmo é perdendo a saturação. eu ainda não descobri a cor de hoje.

enquanto eu vou ouvindo essa canção da Feist(So Sorry) e escrevendo esse post, passam pela minha cabeça 1500 coisas diferentes, dos mais variados assuntos que vão desde uma conspiração contra mim à o que estarei fazendo daqui a um ano neste mesmo horário.

mas talvez o que mais se faça mesmo presente agora é a falta, falta não, ausência...
ausência de silêncios nada constrangedores, silêncios de cumplicência, silêncio de plenitude.
falta de braços, e de olhos onde eu possa repousar os meus e deixá-los morando lá.

falta de a quem dizer do tanto que tenho pra falar, ou apenas me calar diante daquilo que não pode ser expresso por palavras...

mas vamos indo...

23/08/2010

[...]

raros sentimentos vêm com a mesma frequência com que vários sorrisos largos inundam o meu peito.

aquela vontade doida de falar e ser ouvido, e escutar e cair no riso, e continuar ali até que o silêncio possa invadir cada espaço e canto, e confirme a beleza do momento que não precisa de palavras pra se fazer verdadeiro.

ainda que a efemeridade dos sentimentos me abarque, eu vou, e vou sentindo… e buscando(ou não!) sentidos pras coisas que sinto. sei que sinto, e sinto que sei.