26/08/2010

do tanto que tudo de que sinto falta falta mais lá fora que aqui dentro

meus dias acordam sem cor.
levam algum tempo pra definir qual será a cor do dia. normalmente as primeiras conversas ou as coisas nas quais penso primeiro são que definem o tom das manhãs, tardes e noites...

claro que por vezes o meu dia adiquire novas coras enquanto ele corre, mas normalmente só vai mesmo é perdendo a saturação. eu ainda não descobri a cor de hoje.

enquanto eu vou ouvindo essa canção da Feist(So Sorry) e escrevendo esse post, passam pela minha cabeça 1500 coisas diferentes, dos mais variados assuntos que vão desde uma conspiração contra mim à o que estarei fazendo daqui a um ano neste mesmo horário.

mas talvez o que mais se faça mesmo presente agora é a falta, falta não, ausência...
ausência de silêncios nada constrangedores, silêncios de cumplicência, silêncio de plenitude.
falta de braços, e de olhos onde eu possa repousar os meus e deixá-los morando lá.

falta de a quem dizer do tanto que tenho pra falar, ou apenas me calar diante daquilo que não pode ser expresso por palavras...

mas vamos indo...

23/08/2010

[...]

raros sentimentos vêm com a mesma frequência com que vários sorrisos largos inundam o meu peito.

aquela vontade doida de falar e ser ouvido, e escutar e cair no riso, e continuar ali até que o silêncio possa invadir cada espaço e canto, e confirme a beleza do momento que não precisa de palavras pra se fazer verdadeiro.

ainda que a efemeridade dos sentimentos me abarque, eu vou, e vou sentindo… e buscando(ou não!) sentidos pras coisas que sinto. sei que sinto, e sinto que sei.

...

tudo bem… aquele sorriso num foi pra ela não. eu tava rindo de outra coisa. mas pensando bem, que legal que ela catou aquele riso e fez dele um sorriso pra ela.

ela tava sorrindo também, de outra coisa, e eu também tinha catado um sorriso daquele pra mim. assim mesmo, na cara dura. era meu e ninguém tirava. tomei pra mim porque gostei do jeito que ela sorriu. ela sorriu e olhou de lado como se soubesse que alguém estava a ponto de tomar aquele sorriso. e estava mesmo. era eu.

ladrão de sorrisos??? ainda não, só se tivesse sido eu quem a fez sorrir contra a própria vontade… mas não foi o caso. eu só me apropriei daquele sorriso que ela deixou lá, espontaneamente. tava lá e eu peguei pra mim.

parecia uma conversa despretensiosa; pretensão lá só a minha mesmo. confesso que do sorriso mesmo eu quase já não lembro mais, mas eu lembro dela sorrir. lembro que foi bom vê-la sorrir.

eu não lembro do sorriso, mas ainda sinto o gosto dele.

tudo novo de novo

outro daqueles milhares de dias que já tive. mas os dias não são iguais, por mais parecidos que sejam as vezes. você já não é mais o mesmo de ontem, nem adianta tentar, você já foi ontem e hoje é outro de novo.

“tudo novo de novo” canta o cara na canção. nem adianta. não dá pra voltar atrás e reviver os erros ou acertos, não dá pra fazer de novo, pois você já estará fazendo diferente.

isso é a graça de viver. não dá pra chegar lá e corrigir, da pra fazer diferente a mesma coisa. isso é bom. por mais que as vezes seja sofrido ou doloroso.

viver é assim.

“Tudo Novo de Novo - Paulinho Moska

Vamos começar

Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos”

Sinto Encanto
Zélia Duncan & Paulinho Moska

Eu ouço sobre o amor e me calo
Eu não quero nem saber
O que me espera
Eu acelero
Tomo um gole do que eu não conheço
E meu primeiro porre
Será um mistério imenso

Eu vim do avesso
Reverso do que era aceito
Ninguém sabe tudo
Nada é perfeito

Eu escuto fora
Com o ouvido de dentro
Eu me alimento
Do meu silêncio

E canto
Porque sinto um encanto
Sinto e canto

o gosto do dia

meus dias tem sempre gosto de alguma coisa, e cora linna sabe bem disso(e o dia dela tá com um gosto amargo… =/ ). mas estranhamente o gosto de hoje ainda não se fez sentir.

não teve gosto de olhar safado, nem tímido… não teve gosto de perder a respiração por causa daquela moça que passa num doce balanço a caminho da savassi, nem muito menos gosto de chocolate(foi pra rimar, foi ruim, desculpe).

o gosto de ontem foi de suspensão, de estar no ar. não de vazio mas sim estar por completar.

gosto de dia com gosto de chuva e gosto de dia com gosto de música. a maioria deles tem gosto de alguma paixão. outros tem gosto de completa decepção(mas ainda assim é bom sentir os sabores que o dia tem - todos eles, afinal, a vida é mesmo um amontoado de coisas, por vezes aquela bagunça no meu guarda-roupa e por outras vezes também).

é isso. esperando pelo sabor de hoje.

teste de texto

é… bem vindo.

impressão e retratos sinestésicos, filosofia tosca, inacabada e por vezes sem sentido. ou só faz sentido aqui.

retratos. e frases. impressões. minhas e suas. nossas.