26/08/2010

do tanto que tudo de que sinto falta falta mais lá fora que aqui dentro

meus dias acordam sem cor.
levam algum tempo pra definir qual será a cor do dia. normalmente as primeiras conversas ou as coisas nas quais penso primeiro são que definem o tom das manhãs, tardes e noites...

claro que por vezes o meu dia adiquire novas coras enquanto ele corre, mas normalmente só vai mesmo é perdendo a saturação. eu ainda não descobri a cor de hoje.

enquanto eu vou ouvindo essa canção da Feist(So Sorry) e escrevendo esse post, passam pela minha cabeça 1500 coisas diferentes, dos mais variados assuntos que vão desde uma conspiração contra mim à o que estarei fazendo daqui a um ano neste mesmo horário.

mas talvez o que mais se faça mesmo presente agora é a falta, falta não, ausência...
ausência de silêncios nada constrangedores, silêncios de cumplicência, silêncio de plenitude.
falta de braços, e de olhos onde eu possa repousar os meus e deixá-los morando lá.

falta de a quem dizer do tanto que tenho pra falar, ou apenas me calar diante daquilo que não pode ser expresso por palavras...

mas vamos indo...

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