11/10/2010
ao som do mar...
tem gente
28/09/2010
!
20/09/2010
e ponto.
desejos impagáveis e olhares memoráveis que guardei na retina.
tenho a cor do beijo gravado na mente, e guardo o cheiro daquele beijo estampado no rosto.
eu trago a marca daquele adeus a ferro e fogo nas narinas, e trago as vidas de outra vida vividas à saga de um pobre menino de um sertão de sentimentos e sortimentos de sentidos...
09/09/2010
a gente daria muito certo
a gente podia dar certo. pensando bem, a gente daria muito certo.
eu iria adorar o seu jeito de sorrir, o jeito que você arruma seu cabelo, o jeito que você olha tanto pro lado quando está nervosa, ou mesmo apreensiva.
a gente daria muito certo.
a gente daria tão certo, que eu moraria aí e você moraria em mim. seríamos nossas próprias casas. não precisaríamos de teto. a gente mesmo iria tratar de se cobrir com tudo aquilo que fosse belo e suficiente pra nós dois. a gente daria um jeito.
a gente daria tão certo, que meus amigos seriam os seus. as suas coisas se acumulariam tanto lá em casa que já não haveria necessidade de você ir embora. de tanto que “teríamo-nos” nós dois, eu já não precisaria te ver todo dia, nem falar com você a todo momento. seu gosto já taria tão impregnado em mim, e sua voz ressoando tanto na minha cabeça, que mesmo ausente, eu poderia te sentir a quilômetros. isso com a gente dando certo.
de tão “certos”, a gente erraria a mão e acabaria brigando, mas a briga seria só desculpa pra gente se dar melhor ainda depois. a gente daria muito certo.
a gente daria tão certo, que você amaria as minhas canções. e das que você não gostasse, a gente iria dar risada delas. de certo que a gente daria tanto bem.
a gente daria tão certo, mas tão certo, que talvez seja melhor mesmo não nos conhecermos tão cedo, pra que tenhamos a chance de ir dando errado, pra gente se acabar quando se encontrar.
26/08/2010
do tanto que tudo de que sinto falta falta mais lá fora que aqui dentro
23/08/2010
[...]
raros sentimentos vêm com a mesma frequência com que vários sorrisos largos inundam o meu peito.
aquela vontade doida de falar e ser ouvido, e escutar e cair no riso, e continuar ali até que o silêncio possa invadir cada espaço e canto, e confirme a beleza do momento que não precisa de palavras pra se fazer verdadeiro.
ainda que a efemeridade dos sentimentos me abarque, eu vou, e vou sentindo… e buscando(ou não!) sentidos pras coisas que sinto. sei que sinto, e sinto que sei.
...
…
tudo bem… aquele sorriso num foi pra ela não. eu tava rindo de outra coisa. mas pensando bem, que legal que ela catou aquele riso e fez dele um sorriso pra ela.
ela tava sorrindo também, de outra coisa, e eu também tinha catado um sorriso daquele pra mim. assim mesmo, na cara dura. era meu e ninguém tirava. tomei pra mim porque gostei do jeito que ela sorriu. ela sorriu e olhou de lado como se soubesse que alguém estava a ponto de tomar aquele sorriso. e estava mesmo. era eu.
ladrão de sorrisos??? ainda não, só se tivesse sido eu quem a fez sorrir contra a própria vontade… mas não foi o caso. eu só me apropriei daquele sorriso que ela deixou lá, espontaneamente. tava lá e eu peguei pra mim.
parecia uma conversa despretensiosa; pretensão lá só a minha mesmo. confesso que do sorriso mesmo eu quase já não lembro mais, mas eu lembro dela sorrir. lembro que foi bom vê-la sorrir.
eu não lembro do sorriso, mas ainda sinto o gosto dele.
tudo novo de novo
outro daqueles milhares de dias que já tive. mas os dias não são iguais, por mais parecidos que sejam as vezes. você já não é mais o mesmo de ontem, nem adianta tentar, você já foi ontem e hoje é outro de novo.
“tudo novo de novo” canta o cara na canção. nem adianta. não dá pra voltar atrás e reviver os erros ou acertos, não dá pra fazer de novo, pois você já estará fazendo diferente.
isso é a graça de viver. não dá pra chegar lá e corrigir, da pra fazer diferente a mesma coisa. isso é bom. por mais que as vezes seja sofrido ou doloroso.
viver é assim.
“Tudo Novo de Novo - Paulinho Moska
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos”
Sinto Encanto
Zélia Duncan & Paulinho Moska
Eu ouço sobre o amor e me calo
Eu não quero nem saber
O que me espera
Eu acelero
Tomo um gole do que eu não conheço
E meu primeiro porre
Será um mistério imenso
Eu vim do avesso
Reverso do que era aceito
Ninguém sabe tudo
Nada é perfeito
Eu escuto fora
Com o ouvido de dentro
Eu me alimento
Do meu silêncio
E canto
Porque sinto um encanto
Sinto e canto
o gosto do dia
meus dias tem sempre gosto de alguma coisa, e cora linna sabe bem disso(e o dia dela tá com um gosto amargo… =/ ). mas estranhamente o gosto de hoje ainda não se fez sentir.
não teve gosto de olhar safado, nem tímido… não teve gosto de perder a respiração por causa daquela moça que passa num doce balanço a caminho da savassi, nem muito menos gosto de chocolate(foi pra rimar, foi ruim, desculpe).
o gosto de ontem foi de suspensão, de estar no ar. não de vazio mas sim estar por completar.
gosto de dia com gosto de chuva e gosto de dia com gosto de música. a maioria deles tem gosto de alguma paixão. outros tem gosto de completa decepção(mas ainda assim é bom sentir os sabores que o dia tem - todos eles, afinal, a vida é mesmo um amontoado de coisas, por vezes aquela bagunça no meu guarda-roupa e por outras vezes também).
é isso. esperando pelo sabor de hoje.